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Alguém conhece a Igreja do Coração Imaculado de Maria? E, a Paróquia Universitária?
Não!?... é a Capela da PUC...
Em um dos pontos mais altos do bairro das Perdizes, está localizada a igreja do Coração Imaculado de Maria, ou Capela da PUC, como é conhecida. Ela é a sede e matriz da Paróquia Universitária de São Paulo, criada em 30 de abril de 1965, e da Paróquia Territorial do Coração Imaculado de Maria, erigida em 21 de agosto de 1967. Mas sua história começa 280 anos antes, no século XVII.
Dom José de Barros de Alarcão, primeiro bispo do Rio de Janeiro, queria fundar em São Paulo uma casa para mulheres que desejassem seguir a Cristo segundo a espiritualidade de Santa Teresa de Ávila. Coube ao empreendedor Lourenço Castanho Taques a obra, e financiada pelo seu irmão, Pedro Taques de Almeida. Já o terreno foi doado por Manoel Vieira Barros. Em 1685, foi inaugurado o Recolhimento de Santa Teresa no centro da Vila de São Paulo. Três filhas de Manoel Vieira de Barros foram as primeiras recolhidas, na casa que ficava entre as ruas Roberto Simonsen, Wenceslau Brás, Irmã Simpliciana e Santa Teresa (hoje parte da Praça da Sé).
O primeiro bispo da cidade, dom Bernardo Rodrigues Nogueira, acolheu o antigo desejo das religiosas recolhidas de terem um estatuto próprio, redigido em 1748. A história do recolhimento da Praça da Sé se entrelaça, entre 1769 e 1770, com a do beato Frei Antônio de Sant’Ana Galvão. Designado confessor do recolhimento naquele período, o frade ouviu e procurou estabelecer a validade das visões da irmã Helena Maria do Espírito Santo, nas quais Jesus pedia à religiosa que fundasse outro recolhimento. Em 1774, ela e mais três religiosas fundam com Frei Galvão o Recolhimento da Luz, hoje Mosteiro, onde está sepultado o frade beatificado em 1998. Fascinado
Em 1913, a pedido do arcebispo de São Paulo dom Duarte Leopoldo e Silva, religiosas do Rio de Janeiro vieram viver no recolhimento da Praça da Sé, para implantar ali a regra Carmelitana de Santa Teresa. O recolhimento se tornaria, então, Mosteiro Professo da Ordem das Carmelitas Descalças de Santa Teresa. À espera de que se construísse seu novo lar, com estrutura e localização mais adequadas às exigências da vida conventual, as religiosas se mudaram provisoriamente para o bairro da Penha, na Zona Leste, em 1918.
As raízes da PUC
Então tranqüilo e pouco povoado, o bairro das Perdizes, acolheu o novo convento em 1923. Sua capela, hoje Matriz da Paróquia Coração Imaculado de Maria, foi inaugurada no mesmo ano, mas só ficaria pronta, com todas as ornamentações, em 1936. No convento viviam apenas 21 freiras enclausuradas, dedicavam ao silêncio, oração e tarefas domésticas. A rotina diária era acordar às 5h ir para a capela rezar e tomar um modesto café da manhã (café com leite e pedaço de pão). Cortavam e costuravam os seus próprio hábitos de lã à mão, tarefa que consumia 12 dias. Por causa do silêncio usavam as mãos para fazer sinais e trocavam bilhetes. A fala era usada raramente, apenas no horário de intervalo quando as irmãs faziam artesanato no Pátio da Cruz. As celas, quartos onde viviam as freiras se tornaram salas de aula, surgia a PUC.
Vista do convento carmelita na rua Monte Alegre, no início do século passado. PUC nasceu e cresceu ao seu redor.
Passados 20 anos da idéia, o arcebispo e primeiro cardeal de São Paulo, dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, criou em 1946 a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC. Para acolhê-la fisicamente, o amplo Convento das Perdizes apresentava a arquitetura ideal. Ao cederem o terreno e o prédio para que fosse doado à mantenedora da PUC, em 1948, as carmelitas, cuja disponibilidade já dera tantos frutos, originando oito novos conventos desde a fundação do Carmelo de São Paulo.
As carmelitas transferiam-se para a Avenida Jabaquara, e a capela nas Perdizes começava a atender os universitários. Em 1965, o capelão padre Benedito de Ulhoa Vieira solicitaria ao arcebispo dom Agnelo Rossi a criação de uma Paróquia Universitária. Sua matriz: a Capela da PUC. Em 1967, a mesma igreja viria a se tornar matriz da Paróquia do Coração Imaculado de Maria. Ao ser nomeado bispo auxiliar, monsenhor Benedito deixa a paróquia, em 1971. É sucedido por padre Décio Pereira, grande incentivador da Associação Promocional do Coração Imaculado de Maria
Ao receber a bênção, em 16 de setembro de 1923, a Capela, construída em estilo colonial brasileiro, não estava completamente ornamentada. Em 1936 ficaram prontas as telas pintadas por Pedro Corona, que decoram as paredes laterais com episódios da vida de Santa Teresa de Ávila. Enquanto a capela pertenceu ao convento, seu altar principal tinha a escultura de Santa Teresa de Ávila ao centro, ladeada pelas de São João da Cruz e de Santa Teresinha do Menino Jesus. Os altares laterais tinham São José, de um lado, e Nossa Senhora do Carmo, do outro.
Com a transferência das religiosas de Perdizes para o Jabaquara, os santos dos altares também mudaram de residência. No altar principal, então, foi posta uma imagem de Nossa Senhora Sedes Sapientiae, trazida da Espanha por monsenhor Emílio José Salim. O artista José Tudon Puyeo, a pedido do padre Antônio de Oliveira Godinho, em 1958, esculpiu as demais imagens dos altares: São Tomás de Aquino e Santa Teresinha para o altar principal; o Sagrado Coração de Jesus e São José, para os altares laterais. Na sacristia, encontra-se a imagem do Coração Imaculado de Maria, doada por dom Paulo Rolin Loureiro.
Capela da PUC: Rua Monte Alegre, 948 - Perdizes
São Paulo - SP - CEP 05014-001
Telefones 3670.8353 #3862.2498 e 3872.1355 (fax)

criado por carlosalberto.praca
17:04:49