Perdizes / Pompéia / Pacaembu

Blog dedicado ao resgate da história dos bairros de Perdizes, Vila Pompéia, Pacaembu, Barra Funda, Vila Romana, Lapa e Sumaré, na zona Oeste da cidade de São Paulo. Bairros que cresceram e esqueceram sua história...

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30.08.06

Orquídea Rabo-de-tatú, ou, S U M A R É

ORQUÍDEA, Córrego, AVENIDA, empresa Loteadora,  BAIRRO e AVENIDA Sumaré....

            Sumaré é o nome de uma orquídea rara, a cyctopodium punctatum, popularmente conhecida como rabo-de-tatú. Essa planta ornamental podia ser vista ao longo de um córrego, que foi batizado como Sumaré. O córrego foi canalizado, sobre ele nasceu à avenida homônima. A orquídea batizou o córrego, a avenida, o bairro e a empresa que o loteou. Felizmente, não foi usado o nome popular. Já imaginou morar no bairro Rabo-de-tatú!? A avenida demorou 54 anos para ter o traçado como é hoje, o que inclui a Avenida Paulo VI (ver abaixo).
               A Avenida Sumaré começou a ser aberta entre 1924 e 1925 pela "Sociedade Paulista de Terrenos e Construções Sumaré Ltda.". No dia 29 de agosto de 1929, através da Lei nº 3.375, a Prefeitura aceitou e denominou as 26 ruas e 10 praças constantes do loteamento do bairro do Sumaré. As ruas "2", "2-D" e "2-E", foram unidas com a denominação de "Avenida Sumaré". Em 1947, através do Decreto-Lei nº 420, um novo trecho foi aberto em prolongamento pela mesma Sociedade Sumaré entre a Rua Pombal e a Cardoso de Almeida (hoje altura do viaduto e Metrô Dr. Arnaldo). Em 1953, através da Lei nº 4.346, ficou oficializada como "Av. Sumaré" toda a sua extensão desde o seu início na Rua Turiassu e até o seu término na Rua Cardoso de Almeida.
                 A Sociedade Paulista de Terrenos e Construções Sumaré Ltda tinha como sócio majoritário José Rebelo da Cunha, além de Paulo Rodrigues Alves, Cláudio Monteiro Soares e Canuto Waldemar Ortiz. Português de origem, Cunha veio do Rio de Janeiro para São Paulo onde adquiriu a gleba de terra em 1924. Iniciando o arruamento e a divisão dos lotes, que começaram a ser vendidos em 1928. Cunha sugeriu batizar o novo bairro e a sua principal avenida com o nome de ‘Sumaré’, nome foneticamente formoso para um bairro elitizado.
            Em 29 de agosto de 1978 foi aprovado o nome do prolongamento da via, mas com o nome de Avenida Paulo VI (Decreto 15.259). A denominação foi uma homenagem póstuma a Paulo VI, (ver abaixo). Mas, q-u-a-s-e ninguém percebe que a Sumaré muda de nome.

Avenida Paulo VI

                 A Avenida Paulo VI avenida foi inaugurada no dia 13 de março de 1979, a denominação foi oficializada pelo Decreto nº 15.259 de 29/08/1978. Giovanni Battista Montini, Paulo VI, nasceu em 26 de setembro de 1897, em Concesio, nas proximidades de Brescia, na Itália. Estudou na Escola Cesare Arici e no Seminário Cristo Rei. Por causa da fragilidade da sua saúde, em 1920, foi ordenado após alguns poucos meses de estudos como seminarista. Complementou a sua formação com o curso de Letras e na Faculdade de Direito e Teologia da Universidade Gregoriana.
                     Em 1923, por indicação do núncio apostólico na Polônia que seria o futuro Papa Pio XI, assumiu como secretário da nunciatura em Varsóvia. Em 1925 trabalhou na Secretaria de Estado do Vaticano, e neste mesmo ano como assistente eclesiástico da Federação das Universidades Católicas, fundou o movimento dos Universitários Católicos. Em 1937 foi elevado às funções de Secretário de Estado substituto. Em 1952 Pio XII, o designou secretário de Estado para Assuntos Extraordinários. A amizade com Pio XII influenciou a decisão Papal para apoiar o Partido. Em 1954, como arcebispo de Milão, demonstrou habilidade no trato dos problemas sociais. João XXIII, sucessor de Pio XII, conferiu-lhe a púrpura cardinalícia. Conhecido como líder de cardeais progressistas continuou as obras de João XXIII. Faleceu em 06 de agosto de 1978. Neste ano a avenida seria inaugurada e o seu nome batizou a via que é continuação da avenida Sumaré.

29.08.06

Capela....Convento...Universidade... Nasce a PUC

Alguém conhece a Igreja do Coração Imaculado de Maria? E, a Paróquia Universitária? 
Não!?... é a Capela da PUC... 

           Em um dos pontos mais altos do bairro das Perdizes, está localizada a igreja do Coração Imaculado de Maria, ou Capela da PUC, como é conhecida. Ela é a sede e matriz da Paróquia Universitária de São Paulo, criada em 30 de abril de 1965, e da Paróquia Territorial do Coração Imaculado de Maria, erigida em 21 de agosto de 1967. Mas sua história começa 280 anos antes, no século XVII. 
                Dom José de Barros de Alarcão, primeiro bispo do Rio de Janeiro, queria fundar em São Paulo uma casa para mulheres que desejassem seguir a Cristo segundo a espiritualidade de Santa Teresa de Ávila. Coube ao empreendedor Lourenço Castanho Taques a obra, e financiada pelo seu irmão, Pedro Taques de Almeida. Já o terreno foi doado por Manoel Vieira Barros. Em 1685, foi inaugurado o Recolhimento de Santa Teresa no centro da Vila de São Paulo. Três filhas de Manoel Vieira de Barros foram as primeiras recolhidas, na casa que ficava entre as ruas Roberto Simonsen, Wenceslau Brás, Irmã Simpliciana e Santa Teresa (hoje parte da Praça da Sé).
            O primeiro bispo da cidade, dom Bernardo Rodrigues Nogueira, acolheu o antigo desejo das religiosas recolhidas de terem um estatuto próprio, redigido em 1748. A história do recolhimento da Praça da Sé se entrelaça, entre 1769 e 1770, com a do beato Frei Antônio de Sant’Ana Galvão. Designado confessor do recolhimento naquele período, o frade ouviu e procurou estabelecer a validade das visões da irmã Helena Maria do Espírito Santo, nas quais Jesus pedia à religiosa que fundasse outro recolhimento. Em 1774, ela e mais três religiosas fundam com Frei Galvão o Recolhimento da Luz, hoje Mosteiro, onde está sepultado o frade beatificado em 1998. Fascinado
              Em 1913, a pedido do arcebispo de São Paulo dom Duarte Leopoldo e Silva, religiosas do Rio de Janeiro vieram viver no recolhimento da Praça da Sé, para implantar ali a regra Carmelitana de Santa Teresa. O recolhimento se tornaria, então, Mosteiro Professo da Ordem das Carmelitas Descalças de Santa Teresa. À espera de que se construísse seu novo lar, com estrutura e localização mais adequadas às exigências da vida conventual, as religiosas se mudaram provisoriamente para o bairro da Penha, na Zona Leste, em 1918.
As raízes da PUC
            Então tranqüilo e pouco povoado, o bairro das Perdizes, acolheu o novo convento em 1923. Sua capela, hoje Matriz da Paróquia Coração Imaculado de Maria, foi inaugurada no mesmo ano, mas só ficaria pronta, com todas as ornamentações, em 1936. No convento viviam apenas 21 freiras enclausuradas, dedicavam ao silêncio, oração e tarefas domésticas. A rotina diária era acordar às 5h ir para a capela rezar e tomar um modesto café da manhã (café com leite e pedaço de pão). Cortavam e costuravam os seus próprio hábitos de lã à mão, tarefa que consumia 12 dias. Por causa do silêncio usavam as mãos para fazer sinais e trocavam bilhetes. A fala era usada raramente, apenas no horário de intervalo quando as irmãs faziam artesanato no Pátio da Cruz. As celas, quartos onde viviam as freiras se tornaram salas de aula, surgia a PUC. 

Vista do convento carmelita na rua Monte Alegre, no início do século passado. PUC nasceu e cresceu ao seu redor.


            Passados 20 anos da idéia, o arcebispo e primeiro cardeal de São Paulo, dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, criou em 1946 a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC. Para acolhê-la fisicamente, o amplo Convento das Perdizes apresentava a arquitetura ideal. Ao cederem o terreno e o prédio para que fosse doado à mantenedora da PUC, em 1948, as carmelitas, cuja disponibilidade já dera tantos frutos, originando oito novos conventos desde a fundação do Carmelo de São Paulo.
               As carmelitas transferiam-se para a Avenida Jabaquara, e a capela nas Perdizes começava a atender os universitários. Em 1965, o capelão padre Benedito de Ulhoa Vieira solicitaria ao arcebispo dom Agnelo Rossi a criação de uma Paróquia Universitária. Sua matriz: a Capela da PUC. Em 1967, a mesma igreja viria a se tornar matriz da Paróquia do Coração Imaculado de Maria. Ao ser nomeado bispo auxiliar, monsenhor Benedito deixa a paróquia, em 1971. É sucedido por padre Décio Pereira, grande incentivador da Associação Promocional do Coração Imaculado de Maria
Ao receber a bênção, em 16 de setembro de 1923, a Capela, construída em estilo colonial brasileiro, não estava completamente ornamentada. Em 1936 ficaram prontas as telas pintadas por Pedro Corona, que decoram as paredes laterais com episódios da vida de Santa Teresa de Ávila. Enquanto a capela pertenceu ao convento, seu altar principal tinha a escultura de Santa Teresa de Ávila ao centro, ladeada pelas de São João da Cruz e de Santa Teresinha do Menino Jesus. Os altares laterais tinham São José, de um lado, e Nossa Senhora do Carmo, do outro.
              Com a transferência das religiosas de Perdizes para o Jabaquara, os santos dos altares também mudaram de residência. No altar principal, então, foi posta uma imagem de Nossa Senhora Sedes Sapientiae, trazida da Espanha por monsenhor Emílio José Salim. O artista José Tudon Puyeo, a pedido do padre Antônio de Oliveira Godinho, em 1958, esculpiu as demais imagens dos altares: São Tomás de Aquino e Santa Teresinha para o altar principal; o Sagrado Coração de Jesus e São José, para os altares laterais. Na sacristia, encontra-se a imagem do Coração Imaculado de Maria, doada por dom Paulo Rolin Loureiro.
Capela da PUC: Rua Monte Alegre, 948 - Perdizes
São Paulo - SP - CEP 05014-001
Telefones 3670.8353 #3862.2498  e 3872.1355 (fax)

28.08.06

FRANCESCO, ou melhor, 'Francisco' MATARAZZO

Foto da 'Casa das Caldeiras' das 'Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo' (IRFM),  que ocupava 113.721 m², sendo 96 mil m² de área construída. 

Avenida Água Branca, mas pode chamar de Francisco Matarazzo

           Uma das principais vias do bairro aberta no final do século XIX, recebeu em 1899, do prefeito Antônio Prado, o nome de Avenida Água Branca. No dia 16 de agosto de 1950, o vereador Aloysio Greenhalg apresentou o projeto de lei 175/49, sugerindo que a Prefeitura fizesse uma homenagem a Francisco Matarazzo, com um busto e a mudança do nome do logradouro onde ele fosse instalado. Como na Avenida Água Branca ficava uma das sedes das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo ocorreu à proposta de alteração. Ocorreu um grande debate entre os vereadores em duas nas sessões, nos dia 14 e 16 de agosto de 1950. Com título ‘Pioneiro da indústria brasileira’, um dos motivos da discórdia, o projeto de lei foi aprovado em segunda sessão.
            ‘Francisco’ (Francesco) Matarazzo nasceu em 1854 em Castellate, província de Salerno, na Itália. Chegou ao Brasil em 1881, com 27 anos, fixou-se em Sorocaba. Começou vendendo banha de porco utilizada na preparação de alimentos e para maior durabilidade do produto introduziu a embalagem de lata, substituindo as de madeira. Chegou à cidade de São Paulo em 1890 e se associou aos irmãos, José (Giuseppe), Luiz (Luigi) e Andrea, para criar a Matarazzo e Irmãos, com sede na rua 25 de março, em 1892. Estavam lançadas as bases do maior complexo industrial da América do Sul: as “Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo”.
        A empresa importava trigo dos Estados Unidos e arroz da China. Em 1891 constituíram a Companhia Matarazzo S.A. com 43 acionistas. Em 1899 deu início à construção do Moinho Matarazzo, localizado no Brás, junto à linha da São Paulo Railway, que hoje abriga o hipermercado Extra. O empreendimento custou hum mil e quinhentos réis. No Moinho funcionavam também duas oficinas, a de consertos se transformou em 1902 em seção de metalurgia, e outra de sacaria que foi o embrião de sua tecelagem. No Brás, surgiu à fábrica de óleo Sol Levante, em 1907 e a Oficina Central. Ainda em 1900, com imigrantes italianos, formou o banco Banca Commerciale Italiana. Em 1905, formou outro banco, a Banca Italiana del Brasile, com 73 % dos ações.
             Em 1911, cessou as atividades bancárias e constituiu a sociedade anônima denominada Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), como principal acionista dirigente, com apoio do seu filho Ermelino e o irmão Andrea. Expandiu seus empreendimentos para o Belenzinho em 1913, onde funcionava a Tecelagem Belenzinho e para o Paraná onde constituiu a subsidiária para estocar trigo importado da Argentina. Filiais da IRFM surgiram em Santos, Rio de Janeiro e Curitiba.
Em 1914 a IRFM inaugura a sua amideria, e, em 1915, a fecularia. Firmando sua posição de líder da colônia italiana doou um pavilhão ao Hospital Humberto I, que atendia basicamente as famílias imigrantes. Também em 1915 foram criadas as unidades fechadas de fábricas da IRFM. O primeiro núcleo desse tipo foi implantado em São Caetano, que produzia velas e produtos gordurosos. Nessa época já funcionavam na Mooca as fábricas de fósforo, o moinho de sal e a refinação de açúcar.
             Em 1917 recebe do rei italiano o título de conde, que veio a somar-se ao de comendador. Também em 1917 começa a funcionar o Moinho de Matarazzo de Antonina, no Paraná, e em 1919 a Sociedade Paulista de Navegação Matarazzo Ltda., dando autonomia para empresa em todo país.
Em 1922, Francisco Matarazzo inicia suas atividades no ramo de bebidas com a fábrica de Licores Matarazzo, situada no Brás e cria a seção de Cinema nas IRFM, encarregada da distribuição de filmes norte-americanos no país todo. Em 1926, as IRFM abrem uma nova área de atuação, a indústria química, com a constituição da Viscoseda, em São Caetano, instalam a Oficina Mecânica e de Fundição na Água Branca.
Em 1927, as IRFM adquirem uma instalação industrial na então rua Amélia, Vila Romana, destinado à produção de louças, aparelhos sanitários e azulejos. Nos anos 30, Matarazzo comprou a Tecelagem Ítalo-Brasileira de Sedas, no Brás, e a Tecelagem Santa Celina no Belenzinho e associou-se a uma fábrica de óleo de algodão e sabão na Paraíba.
             Em 1933 as IRFM entram para o ramo da indústria extrativa com a Fábrica de Cal Santana, em Santana do Parnaíba. Em 1935 com a aquisição de jazidas de caulim, quartzo, pedra argila e lenha na grande São Paulo. Em 1936 foi inaugurada uma fábrica de papel e papelão, no Belenzinho, e implantadas as primeiras máquinas de descaroçamento de algodão. O último empreendimento do Conde foi à instalação, em Limeira, de uma fábrica de extração de essências de frutos cítricos, de onde saiu um de seus produtos famosos, a "marmellata" de laranja.
Água Branca
                Na antiga avenida Água Branca, hoje batizada como Francisco Matarazzo, surgiu um grande complexo industrial, que marcou a diversificação das atividades da IRFM. A indústria ocupou um terreno de 113.721 m², sendo 96 mil m² de área construída. A unidade fabril refinava sal, açúcar e banha; destilava álcool e aguardente; fabricava velas, glicerina, oleína, óleo de algodão, de linhaça, de rícino e de coco, sabão, sabonete, perfumaria; além de inseticidas e pregos. Também funcionavam as unidades de serraria, fundição, serralharia artística, oficinas mecânicas, laboratório químico e o almoxarifado geral.
                Os setores do complexo industrial eram interligados por passarelas internas e a produção escoada por um ramal de trem particular, ligado à Estrada de Ferro Sorocabana. A arquitetura das instalações retratava os padrões da arquitetura industrial inglesa, marcada pela fachada de tijolos aparentes e esquadrias metálicas estreitas e muito altas, para iluminar o ambiente sem permitir a visão do exterior.
Em 1985 o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo) pediu o tombamento do imóvel, já desativado, para preservação arquitetônica da história da industrialização paulistana. No fim do processo em 1986, com revisões datadas de 1993, decidiu-se preservar apenas um dos galpões da fábrica, o prédio de caldeiras e as três chaminés de alvenaria refratária, com alturas variando de 46 a 54 metros, que compunham a central de vapor que produzia energia para alimentar as instalações.
                Francesco morreu em 1937, em São Paulo, comentava-se na época que tinham 365 indústrias, uma para cada dia do ano. A sede administrativa do seu império, o Edifício Matarazzo, no viaduto do Chá, que hoje abriga a Prefeitura. O prédio onde iria funcionar uma Faculdade, localizada no bairro do Morumbi, acabou se tornando a sede do Governo Paulista.


Sede Administrativa das Indústrias Matarazzo comprada pelo Banespa, que foi comprado pelo Banco Santander e, repassado à Prefeitura. Na foto a iluminação especial do Natal 2005. Essa  é a maior fachada revestida com mármore carrara no mundo:

26.08.06

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu)

              O estádio Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu tem capacidade para 40.260 pessoas sentadas, além de partidas de futebol pode sediar apresentações de diversos tipos de eventos. Conta com câmeras eletrônicas de monitoramento, sistema de som, enfermaria e posto da Polícia Militar. O acesso ao estádio ocorre pelos portões das ruas Desembargador Paulo Passalaqua, Itápolis, Capivari e pelo portão principal na Praça Charles Miller.


Complexo Esportivo Pacaembu


          O Complexo Esportivo Pacaembu éonsiderado uma das mais completas unidades esportivas: ginásticas, alongamento, basquete, condicionamento físico; futebol de salão, natação; vôlei; caratê, judô; ioga, tai-chi-chuan; dança do ventre; oficinas de dança e programas de atividades física, cultural e lazer à terceira idade. Para participar das atividades é necessário ser sócio do clube. Para isso é preciso morar próximo e ir pessoalmente ao referido equipamento munido dos seguintes documentos: cópia simples do documento de identidade, do comprovante de residência, 1 foto 2X2 e para menores de idade autorização dos pais ou responsáveis. A inscrição é gratuita e pode ser feita de 2ª a 6ª feira das 9h às 17h. A entrada do complexo esportivo e do centro educacional é pelo portão 23 na Rua Capivari.

Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu)
Praça Charles Müller, s/nº - Pacaembu. CEP 01234-010
Telefone: 3661-9111 e 3661-9449. Fax: 3663-6888
Horário: Diariamente, das 9h às 17h (até as 22 h para algumas modalidades esportivas)



PACAEMBU vem do TUPI e significa: "ARROIO  OU   RIBEIRÃO DAS PACAS". O nome do bairro e da sua principal avenida surgiu por causa do ribeirão Pacaembu que desagua no  rio Tietê. Hoje o ribeirão corre silencioso (canalizado) pelos bairros de Perdizes e do próprio Pacaembu.

Estádio do Pacaembu completou 66 anos em 2006
         O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – Pacaembu, completou 66 anos. Inaugurado no dia 27 de abril de 1940, com 50 mil pessoas presentes, entre elas o presidente da República de então, Getúlio Vargas, o governador do estado Benedicto Valladares, e o então prefeito, Prestes Maia. No dia seguinte, o jogo amistoso entre o Palestra Itália (hoje Palmeiras) e o Coritiba marcou a abertura do estádio. A equipe paulista venceu o confronto por 6 a 2. Em 1950, o complexo esportivo foi um dos escolhidos para sediar a Copa do Mundo e recebeu até a Seleção Brasileira. No dia 28 de junho, a equipe verde-amarela enfrentou a Suíça, e empatou em 2 a 2.Em 1963 também foi utilizado nos Jogos Pan-americanos, que chegavam ao Brasil pela primeira vez. O Pacaembu foi escolhido como local para a abertura da competição. No dia 20 de abril, o corredor José Telles da Conceição chegou ao estádio carregando a chama olímpica, durante a cerimônia, em um dos momentos mais marcantes da história do nosso "aniversariante".
         Paulo Machado de Carvalho, fundador da TV Record, cedeu o nome ao estádio a partir de 1961, como homenagem ao dirigente que comandou a Seleção na Copa do Mundo de 1958, que se sagrou como campeão.
         O complexo esportivo abriga atualmente várias competições envolvendo outros esportes, como basquete, handebol, natação, tênis e voleibol. Também o atletismo, em evidência em 2006, com o "Circuito das Estações", evento que conta com uma prova em cada estação do ano. O Ginásio do Pacaembu passou por uma reforma geral em 2004. O Palácio do Tênis será reformado neste ano.

P A C A E M B U !

            
               No início do século XX, o Pacaembu era um vale coberto de vegetação e terras sujeitas a inundações. Durante os primeiros séculos da colonização, a área pertencia aos jesuítas. Quando estes foram expulsos do país, em meados do século XVIII, o Pacaembu virou uma região isolada, ocupada por escravos e bandos de desordeiros. Somente no século XIX, as terras foram desapropriadas e divididas em chácaras e sítios. 
              O projeto de urbanização da Cia. City, iniciado em 1913, provocou muita polêmica por causa do traçado sinuoso que acompanha as curvas de níveis, característica do urbanismo inglês. Somente em 1925, a Prefeitura Municipal deu sua aprovação ao projeto e autorizou a City a iniciar as obras. Estabeleceu ainda a exigência da loteadora executar a canalização do ribeirão existente. Depois da obra, surgiu a Avenida Pacaembu.
               O grande sucesso de comercialização do loteamento fez a empresa adquirir outros terrenos vizinhos, chamando Perdizes de Pacaembuzinho, no trecho e a Rua Cardoso de Almeida e a Avenida Sumaré, próximo à Avenida Doutor Arnaldo.
           Já em 1935, a City efetuou a doação de uma área de 75.000 m2 para a construção de um Estádio de Futebol. Construído pela munícipio  em 1940, o Estádio do Pacaembu foi denominado Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, em homenagem ao fundador da TV Record e chefe da delegação campeã da Copa do Mundo de 1958, fato que lhe valeu o apelido de Marechal da Vitória . Já a questão das enchentes foi resolvida nos anos 90 com a construção de um 'piscinão' sob a praça Charles Miller, que homenageia o introdutor do futebol no Brasil.


            A  Avenida Pacaembu, transformada por lei em Corredor Comercial, abriga atualmente empresas prestadoras de serviço (imobiliárias, escritórios de advocacia, consultórios médicos) e comércio especializado, como agências de automóveis, móveis e tapetes.
           Pela presença de muitas árvores frutíferas, o Pacaembu atrai pássaros como sabiás, bentevís, periquitos, sanhaços e colibris. Além disso, o bairro é uma região de muitas nascentes. Em boa parte das casas, essas nascentes podem ser encontradas e visitadas, por conta da água mineral e potável que oferecem.