Perdizes / Pompéia / Pacaembu

Blog dedicado ao resgate da história dos bairros de Perdizes, Vila Pompéia, Pacaembu, Barra Funda, Vila Romana, Lapa e Sumaré, na zona Oeste da cidade de São Paulo. Bairros que cresceram e esqueceram sua história...

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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2006, 24

24.08.06

Colher de chá para o nosso vizinho, o Sumaré!

S U M A R É:   Orquídea dá nome ao bairro
            Sumaré é o nome de uma orquídea também conhecida como "rabo de tatu". A grande e alta região do Sumaré pertencia, por volta do século 18, à Fazenda Pacaembu. A área era propriedade de um padre, que em testamento deixou-a para duas ocupações: a porção menor ficou para o colégio São Miguel, que a vendeu para a Companhia City, dos ingleses, que no local fizeram surgir o Pacaembu. A outra, maior, ficou com a Sociedade de Terrenos e
           Construções Sumaré Ltda., que a loteou já com o nome de Sumaré - paixão de um dos portugueses sócios (ele adorava orquídeas e achava a palavra &apos;sumaré&apos; linda. O fato é que o nome científico da planta é Cyrtopodíum pinctotum e seu habitat são as matas de São
Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás). 
             A partir de 1924 começaram os trabalhos de terraplanagem na área, e em 1928 foram postos à venda os primeiros lotes, todos vendidos. Em 1929 veio a grande crise do café. As vendas caíram e a região sofreu o baque, com gente sem pagar as prestações e um total desinteresse pela região - até a década de 1930 não havia nenhuma rua com asfalto. A partir dos anos 1930 uma igreja - a de Nossa Senhora do Rosário de Fátima - foi erguida no local, e como nos tempos passados a área cresceu em torno do templo.
           Nas décadas seguintes surgiram bem ao lado dois pequenos bairros. Um recebeu o nome Sumarezinho, que pertence ao distrito do Alto de Pinheiros, e o outro o nome de Jardim das Bandeiras, no distrito de Pinheiros. Sumarezinho foi homenagem ao nome Sumaré e Jardim das Bandeiras homenagem às bandeiras do Brasil e a de São Paulo. Em seguida, devido à altitude do local, foi erguida uma emissora de rádio, a Difusora PRF3, que em 1937 foi comprada pelo empresário Assis Chateaubriand, tornando-se embrião do império de comunicações Diários e Emissoras Associados, que por mais de cinquenta anos foi a maior rede de comunicações da América Latina.
            Tempos depois o progresso chegou para valer no bairro, e seu crescimento. Hoje as antenas do SBT, Rede TV!, TV Cultura e MTV rompem o céu do bairro.

História do Bairro de Perdizes

                                      

P E R D I Z E S,  aves batizam o bairro!

          Perdizes começa a aparecer na história da cidade a partir da última década do século 19 e entra na planta oficial da cidade apenas em 1897. Em 1850, a região era uma grande chácara de Joaquim Alves, um vendedor de garapa, que criava perdizes (a ave!)no seu quintal, local é perto de onde hoje é o largo Padre Péricles). Anos mais tarde a propriedade foi vendida e loteada. No entanto, a expressão "campo das perdizes" passou a denominar o bairro. A partir de 1905 o crescimento se instalou, e na década de 1940 o bairro se consolidou.
          De toda a região oeste de São Paulo, Perdizes é o bairro mais populoso, com 102.160 moradores, ou seja, 12,50% da população de toda a região oeste de São Paulo. É um dos bairros que mais atraem lançamentos imobiliários na cidade. São empreendimentos residenciais com unidades de três e quatro dormitórios, na maioria de alto padrão. São destinados a um público de classe média alta e classe alta.
           Entre maio de 1997 e abril de 2003, por exemplo, foram lançados nessa região da capital catorze novos condomínios residenciais, num total de 862 apartamentos, a maioria de três dormitórios.O público que escolhe Perdizes para morar é atraído pela localização privilegiada, próxima ao centro e à avenida Paulista. Por meio da marginal do rio Tietê, do Elevado Costa e Silva (o Minhocão) e de avenidas como Sumaré, Pacaembu e Francisco Matarazzo é possível chegar às mais diversas regiões da cidade com facilidade.
           As ruas arborizadas e a boa infra-estrutura de comércio e serviços também são fortes atrativos do bairro. Ruas como Cardoso de Almeida e Turiaçu concentram o comércio local, com lojas, farmácias, agências bancarias e supermercados.

A capela da PUC (foto) é uma das mais antigas construções do bairro.

Vila Pompéia II

As duas versões para o nome do bairro

                Há duas versões sobre o bairro de Vila Pompéia ter recebido este nome. A oficial já postada aqui é que, por volta de 1910, surgiu entre os bairros da Lapa e Água Branca um loteamento de responsabilidade da Companhia Urbana e Predial. O dono do empreendimento, Rodolpho Miranda resolveu homenagear o novo bairro como o nome da sua esposa, dona Aretusa Pompéia, batizando o novo bairro como Vila Pompéia.
                  A outra versão, menos aceita pelos historiadores, explica que, quando o bairro não existia, viviam em suas terras Cláudio de Souza e sua esposa Luiza Leite de Souza. O casal descobriu que a filha estava com uma doença incurável e durante uma viagem à Europa, visitaram o Santuário de Pompéia, na cidade de Pompéia, na Itália. Lá pediram à Virgem do Rosário a cura da filha. Logo receberam um telegrama informando que a filha havia sido curada. Em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, o casal ergueu uma capela no ponto mais alto da localidade onde moravam. A Capela ocupou o terreno Onde hoje esta a esquina da avenida Pompéia e rua Guiará, Com isso o local foi batizado com o nome de Vila Pompéia, como forma de agradecimento à santa.Lembrando, essa versão do batismo do bairro não é considerada verdadeira, embora o casal tenha realmente construído a capela.
                    Fazendo jus ao nome italiano, a ocupação da Vila Pompéia teve a predominância de imigrantes italianos, além de espanhóis, portugueses e húngaros. A presença italiana foi reforçada com a chegada do Palestra Itália e, antes, as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. A história do desenvolvimento da região, no entanto, está intimamente ligada à história da fixação dos padres camilianos no Brasil.
Suiça Paulista
                Como o bairro está situado em uma região montanhosa, a Vila Pompéia era conhecida como "Suíça Paulista". O local tinha muito verde, córregos como o Água Preta, hoje canalizado entre as ruas Diana e Cayowaá. Por acreditar que o ar da região era mais puro do que em outras partes da cidade, os padres doentes se instalaram no alto do morro, onde já existia a capela. O bairro não passava de um loteamento distante do centro da cidade. O único caminho transitável era a Avenida Pompéia. Além das poucas casas, só havia na região a capela.